
Renovar a intimidade com Deus, fortalecer a fraternidade presbiteral e reavivar o ardor da missão. É com esse propósito que os presbíteros da Arquidiocese de Feira de Santana participam, entre os dias 6 e 10 de julho, do Retiro Anual do Clero, realizado no Eco Resort Pedra Bonita, em Santo Estêvão. Promovido pela Pastoral Presbiteral, o encontro tem como tema “Espiritualidade, Comunhão e Missão Presbiteral: Viver o evangelho entre mares e desertos” e é conduzido pelo Pe. Ricardo Rezende.
Mais do que um momento de pausa das atividades pastorais, o retiro integra a vida espiritual dos ministros ordenados e expressa o cuidado da Igreja com a renovação permanente do ministério sacerdotal. O Código de Direito Canônico, no cânon 276, §2º, n. 4, estabelece que os clérigos participem de retiros espirituais nos tempos determinados, favorecendo o cultivo da vida interior e da santidade. Na mesma perspectiva, o documento Comunidade de comunidades: uma nova paróquia (Estudos da CNBB 104) recorda que o presbítero é chamado a configurar cada vez mais sua vida à de Cristo, o Bom Pastor, cultivando uma profunda experiência de encontro com o Senhor, fonte que sustenta e renova o exercício do ministério.
Assim, ao longo dos cinco dias, os sacerdotes vivenciam uma programação marcada pela oração, pelo silêncio e pela escuta da Palavra de Deus. As atividades terão início diariamente com a Celebração Eucarística, seguida por momentos de meditação, oração pessoal, deserto, Liturgia das Horas e convivência fraterna. A preparação litúrgica de cada dia é assumida de forma alternada pelas foranias da Arquidiocese, envolvendo diferentes regiões pastorais na animação das celebrações.
Em mensagem dirigida ao clero, o arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, recorda que esse tempo deve ser acolhido não apenas como um compromisso previsto pela Igreja, mas como uma oportunidade de reencontro com o essencial da vocação presbiteral.
“O retiro espiritual faz parte dos compromissos próprios da vida dos ministros ordenados, como recorda o Cân. 276 do Código de Direito Canônico. Mas não gostaria que o vivêssemos apenas como uma obrigação. O retiro é, antes de tudo, graça, necessidade e oportunidade. É tempo de voltar ao essencial, de aprofundar nossa intimidade com Deus, de renovar as motivações do nosso ministério e de fortalecer a fraternidade presbiteral e diaconal”, exortou.
Ao destacar a importância de reservar esse tempo para Deus, Dom Zanoni também recorda que o retiro permite ao sacerdote renovar a própria identidade de discípulo, da qual brota toda a sua missão evangelizadora.
“Não somos apenas homens que trabalham para Deus. Somos, antes de tudo, discípulos chamados a estar com o Senhor. Antes de anunciar a Palavra, precisamos escutá-la. Antes de cuidar do povo que nos foi confiado, precisamos permitir que o Senhor cuide de nós. Antes de conduzir os outros pelos caminhos da fé, precisamos novamente colocar nossos passos no caminho do Evangelho”, completou o arcebispo.
Inspirado pelo convite de Jesus aos discípulos, “Vinde, vós mesmos, para um lugar à parte e descansai um pouco” (Mc 6,31), o Retiro Anual do Clero oferece aos presbíteros da Arquidiocese de Feira de Santana um tempo privilegiado para fortalecer a vida espiritual, renovar o compromisso assumido na ordenação sacerdotal e aprofundar a comunhão que sustenta a missão evangelizadora da Igreja.
Assessoria de Comunicação – ASCOM
Arquidiocese de Feira de Santana



