
14 de setembro: um dia para ser lembrado nos anais do tempo. Já era fim de tarde quando os passos dos fiéis, apressados, se encontravam e se cruzavam, seguindo em uma só direção, como em uma procissão. Todos os caminhos levavam à Sagrada Colina do Cruzeiro, em Feira de Santana. Mais do que o encontro para uma celebração dominical, ou de mais um ano em festividade ao padroeiro, era a história que começava a ser escrita diante dos olhares atentos de milhares de fiéis.
Das mãos do arcebispo metropolitano, Dom Zanoni Demettino Castro, veio a outorga que criava e elevava não só um templo, mas 61 anos de história. Coube ao padre Pedro Brito Moraes Júnior anunciar e proclamar, em alto e bom som o que todos queriam ouvir. Na linguagem formal do decreto canônico, cada frase soava como música aos ouvidos dos devotos, que ansiavam há anos por tamanha graça: a matriz paroquial da Paróquia Senhor do Bonfim agora é oficialmente Santuário Arquidiocesano.
As bandeiras tremulavam e os aplausos não cessavam. Entre lágrimas e sorrisos, era toda uma comunidade acolhendo com louro o seu novo título. Muito mais do que uma nomenclatura, a elevação ali representava o reconhecimento a seis décadas de evangelização e cuidado com os mais desvalidos, promovendo a justiça e a concórdia. 61 anos regados pela esperança de um povo que nunca desacreditou, mesmo nos momentos mais difíceis. Hoje, uma certeza ecoa: a espera valeu a pena.
Por obra da Providência Divina, quando a Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz, nasce o Santuário Senhor do Bonfim, manifestando este testemunho concreto de que o sentido de toda a fé cristã está na Cruz do Senhor: onde a morte não é o fim, todavia, a vida se manifesta em plenitude, como prova de um amor que desconhece limites para salvar-nos.



