
Entre os dias 4 e 8 de agosto, Dom Zanoni Demettino Castro participa do retiro anual do Clero da Arquidiocese de Natal. O Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana foi convidado para ser o pregador, refletindo acerca do tema: “Reavivar o dom de Deus que há em ti (2Tm 1,6): o presbítero no coração da Igreja sinodal, peregrina da esperança”.
O encontro acontece na cidade de Martins, no interior do Rio Grande do Norte, reunindo dezenas de presbíteros. Além de ser uma obrigação prevista pelo Código de Direito Canônico, é também um tempo privilegiado para o crescimento espiritual, reforçando a unidade com a Igreja.
Repleto de alegria, gratidão e em espírito de comunhão, Dom Zanoni acolheu, com reverência, a oportunidade de estar junto ao Clero de Natal nestes dias. Na oportunidade, afirmou estar honrado pelo convite feito por Dom João Santos Cardoso, a quem se referiu como um “irmão de caminhada”, recordando os tempos de formação em Vitória da Conquista (BA).
“Quero começar com uma confissão simples e verdadeira: não me considero pregador de retiros. Trago apenas o desejo de partilhar convosco aquilo que o Senhor vem me permitindo ouvir, rezar e aprender ao longo dos caminhos, nos encontros com bispos, padres, religiosas, leigos e leigas. Tudo o que aqui for dito é fruto da escuta – e da tentativa de escutar Deus nos passos da história”, disse o Arcebispo.

Reencontrar o sentido da vocação, a partir de uma escuta atenta à voz do Senhor. Esse foi o principal desafio proposto em sua pregação aos sacerdotes. Dom Zanoni convidou cada um dos participantes a se deixar “tocar, iluminar e moldar” por Cristo.
“Estamos aqui para fazer um retiro. Não viemos a um curso de teologia, nem a um simpósio de atualizações pastorais. O que viemos buscar é algo mais essencial: reencontrar o sentido da nossa vocação, ouvir novamente a voz do Senhor que nos chamou, deixar-nos tocar, iluminar e moldar por Ele. O Evangelho nos recorda o apelo de Jesus: “Vinde, vós, sozinhos, a um lugar deserto e descansai um pouco” (Mc 6,31). Há em nós uma resistência silenciosa que se opõe ao deserto, ao recolhimento, ao silêncio. E, ao mesmo tempo, há um desejo profundo – talvez inconfesso – de reencontrar o fio de ouro da nossa consagração, de redescobrir aquele primeiro amor que nos inflamou”, concluiu.
Neste Ano Jubilar, os presbíteros realizam o retiro anual com a missão de construir esta Igreja que é sinal de esperança em um mundo tão fragmentado. Cada um dos sacerdotes foi convocado a pastorear com ternura, humildade e coragem profética, não apenas conservando estruturas, mas deixando-se renovar interiormente para conduzir o povo ao encontro com Cristo.
Assessoria de Comunicação
ARQUIDIOCESE DE FEIRA DE SANTANA


