
Membro da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, Dom Zanoni Demettino Castro participa, entre os dias 14 e 16 de outubro, do Simpósio Internacional e Inter-religioso por ocasião do 60º aniversário da Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II.
O encontro, realizado em parceria com a Casa da Reconciliação da Arquidiocese de São Paulo, o Regional Sul 1 da CNBB e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), se configura como uma rica oportunidade de fortalecer a cultura do encontro, da partilha, em um testemunho público do compromisso da Igreja com o diálogo inter-religioso.
A programação teve início com um momento de mística e oração, seguindo com falas dos bispos presentes, entre os quais Dom Zanoni, Dom Odilo, Dom Teodoro e Dom Paulo Jackson, além de representantes das demais denominações religiosas, a exemplo do Sheikh Muhammad Al Bukai e do Rabino Ruben Sternschein.
Em seu discurso, o Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana classificou o encontro como um sinal de esperança para toda a humanidade, recordando a Declaração Nostra Aetate como um marco histórico entre as tradições religiosas.
“Quero expressar a minha profunda alegria por estar aqui neste ato inter-religioso que integra o Simpósio Internacional pelos 60 anos da da Declaração Nostra Aetate, do Concílio Vaticano II. Foi um momento em que a Igreja Católica firmou com muita clareza: nada do que existe de verdadeiro e santo, nas religiões, rejeitamos. O diálogo passou a ser reconhecido não como uma opção diplomática, mas como uma exigência da fé”, sublinhou Dom Zanoni.
Promulgada em 28 de outubro de 1965 pelo Papa Paulo VI, durante o Concilio Vaticano II, a Declaração representou um marco no diálogo da Igreja com as religiões não cristãs e permanece, ainda hoje, como inspiração para o caminho do respeito, da convivência fraterna e da colaboração entre povos e tradições religiosas.
Assessoria de Comunicação
Arquidiocese de Feira de Santana


