Dom Zanoni faz apelo por uma “Igreja sinodal, samaritana e missionária”, durante Festa de São Tiago do Iguape


Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro presidiu o encerramento solene da Festa de São Tiago do Iguape, no domingo, 27 de julho. A celebração reuniu numerosos fiéis, que participaram com fé e devoção dos festejos ao padroeiro. 

A Paróquia de São Tiago, pertencente à Diocese de Cruz das Almas, é uma das mais antigas da Bahia, localizada na Bacia do Iguape e, tradicionalmente, povoada por famílias de pescadores e marisqueiras. É a comunidade-mãe da Paróquia do Rosário, da histórica cidade de Cachoeira, região das águas, dos antigos engenhos, dos povos quilombolas, pescadores, marisqueiras e comunidades tradicionais.

A Bacia do Iguape é formada por 13 comunidades remanescentes de quilombos: Caibongo, Calembá, Campina, Dendê, Imbiara, Imbiara de Cima, Engenho da Ponte, Engenho da Praia, Kaonge, Opalma, Palmeira, Santiago do Iguape e São Francisco do Paraguaçu.

Saudando o pároco, Pe. Adeilson Pugas Milhazes, Dom Zanoni iniciou sua homilia destacando a alegria e comoção ao celebrar 417 anos de evangelização e resistência na localidade, no contexto do Ano Santo da Esperança e do Jubileu de 450 anos de evangelização paroquial na região sagrada.

“‘A esperança não decepciona’ (Rm 5,5). Com este lema, a festa de São Tiago nos convida à conversão espiritual e comunitária. Como ele, somos chamados a ser peregrinos da esperança, a caminhar na fé, a lutar por justiça, dignidade e fraternidade, especialmente em um mundo marcado por conflitos, desigualdades e violências. O Salmo 125 canta a alegria da libertação: ‘os que lançam as sementes entre lágrimas, ceifarão com alegria’. Esta é a história do povo de Santiago do Iguape. História marcada por lágrimas, mas também por colheitas abundantes de fé, cultura, resistência e vida plena”, sublinhou ao povo de Deus.


Ainda durante a celebração, o Arcebispo Metropolitano fez um apelo por uma Igreja sinodal, samaritana e missionária, a partir do testemunho de São Tiago, que viveu a missão com coragem e fidelidade.

“No Evangelho (Mt 20,20-28), Jesus nos recorda que a verdadeira grandeza está no serviço. Tiago aprendeu que o poder cristão não está em dominar, mas em servir. É o caminho da humildade, da entrega, da compaixão. O teólogo José Antonio Pagola nos ajuda a compreender que, para Jesus, o seguimento exige liberdade interior, despojamento e a capacidade de colocar-se à disposição dos outros. O discípulo de Jesus não busca privilégios, mas deseja ardentemente identificar-se com o Mestre crucificado e ressuscitado, sendo sinal de esperança para os pobres, os esquecidos, os descartados”, concluiu.

Assessoria de Comunicação Arquidiocese de Feira de Santana

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