
O arcebispo metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, participou, entre os dias 4 e 6 de setembro, da programação nacional de formação e vivência ecumênica promovida pela Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Jundiaí (SP).
Realizada no Centro de Convivência Mãe do Bom Conselho, a iniciativa teve como lema bíblico “Que todos sejam um, para que o mundo creia” (Jo 17,21) e reuniu participantes de diferentes regiões do país para momentos de formação, espiritualidade, convivência e reflexão sobre os caminhos e desafios do ecumenismo na Igreja no Brasil.
No sábado (5), durante a celebração do segundo dia da programação, o arcebispo presidiu a Eucaristia e, em sua homilia, destacou que a caminhada ecumênica é uma missão recebida e construída ao longo do tempo por pessoas e comunidades comprometidas com a unidade desejada por Cristo. Ao reconhecer os avanços já alcançados, como formações, a Semana de Oração pela Unidade Cristã, os diálogos bilaterais e as articulações nos Regionais, alertou para o risco de acomodação e para a necessidade de fazer com que o ecumenismo alcance de maneira mais concreta toda a ação evangelizadora.
“O ecumenismo não pode permanecer como tarefa de uma Comissão ou de alguns especialistas. Ele precisa perpassar a ação evangelizadora: a catequese, a formação, a juventude, as universidades, a pastoral social, a comunicação e a missão. Precisamos de novos rostos e novas lideranças. Precisamos envolver jovens, leigos e leigas, lideranças dos Regionais e estudantes das nossas instituições católicas. O ecumenismo não pode ser apenas estudado; precisa ser experimentado como encontro”, defendeu.

A reflexão também chamou a atenção para a importância de conciliar fidelidade à própria tradição com abertura ao diálogo, sem transformar as diferenças entre os cristãos em barreiras. “Podemos ter convicções firmes sem transformar nossas diferenças em muros. O verdadeiro ecumenismo não apaga diferenças doutrinais. Ao contrário, leva-as a sério. Mas nos ensina a tratá-las sem arrogância, sem preconceito e sem medo”, ressaltou.
Ao sintetizar um dos principais desafios da caminhada ecumênica, o arcebispo afirmou ser necessário “transformar o ecumenismo de agenda em espiritualidade; de evento em cultura; de responsabilidade de alguns em compromisso de toda a Igreja”.
A programação contou ainda com trabalhos coordenados pelo frei Volney Berkenbrock sobre “O caminho do Ecumenismo hoje: a difícil arte do diálogo entre os cristãos”, além de momentos de oração e da Espiritualidade de Taizé. No domingo (6), as reflexões estiveram voltadas às perspectivas, desafios e estratégias para o ecumenismo à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, com contribuição do padre Marcus Barbosa Guimarães, assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso.
A participação na iniciativa reafirma o compromisso da Arquidiocese de Feira de Santana com a promoção do diálogo, da comunhão e da unidade entre os cristãos, em sintonia com a oração de Jesus: “Que todos sejam um, para que o mundo creia”.
Assessoria de Comunicação – ASCOM
Arquidiocese de Feira de Santana



