"Que a vossa fé não se baseie na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus." 1Cor 2,5
Prioridades da Arquidiocese de Feira de Santana   

As assembléias obrigam em consciência. É uma obrigação eclesial. Não se é Igreja apenas por ser batizado e, sim, porque se vive em sua comunidade. Temos o caráter comunitário e solidário. É bom recordar o Concílio: "Deus não criou o homem solitário... O homem é, por sua natureza íntima, um ser social. Sem relações com os outros não pode viver nem desenvolver seus dons" (GS n.12) Isto não vale, particularmente, para o aspecto espiritual e eclesial.

Não assumir as PRIORIDADES emanadas das Assembléias, é um pecado de omissão que quebra o vínculo de Unidade. As Assembléias das Foranias e Vicariatos foram feitas para servir à Comunhão e à Evangelização. Todos devem dar-se as mãos, e sobretudo o coração, para fazer nossa Igreja crescer e ser um grande sinal de unidade.

PRIORIDADE 01

Formação

Objetivo:

Promover a formação integral dos agentes de forma inculturada, a fim de fortalecer as comunidades, valorizando os ministérios, lideranças e agentes, educando para a comunhão e a participação, a nível diocesano e paroquial.

Justificativa:

Considerando a mudança e evolução da sociedade, faz-se necessária a formação ampla e permanente de agentes, visando ao surgimento de novos líderes e articulação das pastorais e movimentos. Uma formação que possa despertar o compromisso e o espírito missionário.

Fundamentação:

À luz da Palavra de Deus.
Cristo escolhe apóstolos e discípulos, procurando formá-los no aprofundamento de sua mensagem: "Jesus só falava em parábolas, mas quando sozinho com os discípulos, Ele lhes explicava tudo"(Mc 4,34). "Quanto a ti, permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade. E sabes de quem o aprendeste! Desde criança conheces as Escrituras. Elas têm o poder de te comunicar a sabedoria que conduz à salvação pela fé no Cristo Jesus (2 Tm 3, 14-15).

Ensinamentos da Igreja:

Paulo VI: "Que o mundo do nosso tempo possa receber a Boa-Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes, impacientes ou ansiosos, mas de ministros do Evangelho cuja vida irradia fervor" (Evangelii Nuntiandi, n. 80).

João Paulo II: "A formação não é privilégio de poucos, mas sim um direito e um dever de todos... Ofereça-se a todos a possibilidade de formação, sobretudo aos pobres, que podem ser, também eles, fonte de formação, para todos" (Vocação e Missão dos Leigos, nº 63).

Atividades:

01. Programar encontros, em todas as paróquias, para estudar o Plano de Pastoral com assessoria do vigário forâneo e/ou episcopal.

02. Introduzir as seis dimensões no planejamento pastoral - paroquial e Arquidiocesano.

03. Estudar o projeto "Ser Igreja no Novo Milênio".

04. Motivar as paróquias na formação dos seminaristas e na construção do seminário Sant'Ana Mestra e do Instituto de Filosofia e Teologia. "O seminário é o coração da diocese".

05. Continuar com a Escola de Formação Cristã e Escolas Paroquiais.

PRIORIDADE 02

Pastoral Social

Objetivo:

Promover, organizar e implementar a Pastoral Social, a fim de que os serviços da Igreja sejam realmente sócio-transformadores e promovam a libertação integral da pessoa humana.

Justificativa:

Considerando a realidade sócio-econômica e reflexões feitas durante as Semanas Sociais, sente-se necessidade de uma ação mais eficaz, por parte da Igreja, junto aos pobres e excluídos para uma libertação integral da pessoa humana. Não apenas ações em vista das pessoas, mas também em vista da mudança das estruturas injustas da sociedade de hoje. Que a ação assistencial, por vezes necessária, sempre objetive alcançar a promoção das pessoas com meio eficazes.

Fundamentação:

À luz da Palavra de Deus.
"O Senhor disse: Eu vi a opressão de meu povo no Egito, ouvi os gritos de aflição diante dos opressores e tomei conhecimento de seus sofrimentos. Desci para libertá-los das mãos dos egípcios e fazê-los sair desse país para uma terra boa e espaçosa, terra onde corre leite e mel... O clamor dos israelitas chegou até mim. Eu vi a opressão que os egípcios fazem pesar sobre eles" (Ex 3,7-10).

A mais forte afirmação da pastoral social está nas palavras de Jesus, que mostra que no rosto do pobre e marginalizado está o rosto de Jesus, e que na pessoa deles está a própria pessoa de Cristo. Basta ter o parâmetro do julgamento final em Mateus 25, 31-46.

Ensinamentos da Igreja:

João Paulo II no centenário da Encíclica "Rerum Novarum"do Papa Leão XIII afirma: A releitura da Encíclica, à luz da realidade contemporânea, permite apreciar a constante preocupação e dedicação da Igreja a favor daquelas categorias de pessoas, que são objeto de predileção por parte do Senhor Jesus. O próprio conteúdo do texto é um testemunho excelente da continuidade, na Igreja, daquela que agora se designa "opção preferencial pelos pobres", opção que define como uma forma especial de primado da prática da caridade cristã. (Centesimus annus, n. 11).

"Descobrir nos rostos sofredores dos pobres o rosto do Senhor é algo que desafia todos os cristãos a uma profunda conversão pessoal e eclesial" (S. Domingo, n. 178).

Atividades:

01. Semana Social nas paróquias em 2002 e Semana Social na Arquidiocese em 2003.

02. Participação nos Momentos Fortes: Capanha da Fraternidade, (Solidariedade) Grito dos Excluídos, Movimento Água é Vida, Feliz Natal para todos.

03. Campanha de crescimento e ação das pastorais da Juventude, Universitária, Carcerária e Saúde.

PRIORIDADE 03

Nova Estrutura

Objetivo:

Viver a unidade celebrando a mesma fé e promovendo a complementaridade de carismas e de serviços, através da pastoral orgânica e de conjunto.

Justificativa:

A Arquidiocese de Feira de Santana como Igreja Particular, já estruturada em Vicariatos e Foranias, (São João Evangelista com três Foranias e São Mateus com duas) é portadora dos dons de salvação pata todos. Essa nova estrutura representa um caminho novo para toda a diocese pelo qual devemos caminhar, agregando as pastorais e movimentos em seis Dimensões.

Diante dos desafios inerentes à modernidade e à globalização e constatando as mais diversificadas situações em que vive o povo de nossa diocese (urbanização crescente, empobrecimento, migrantes sem terra e sem teto, proliferação de confissões religiosas) torna-se imperativo para todos dar testemunho de COMUNHÃO E DE PARTICIPAÇÃO.

Fundamentação:

À luz da Palavra de Deus.
A Igreja é um povo de consagrados, de chamados e de enviados. "Assim como tu me enviaste ao mundo eu também os envio ao mundo" (Jo. 17,18). "Eu neles e tu em mim para que sejam perfeitos na unidade e o mundo conheça que tu me enviaste" (Jo. 17,23). Jesus envia porque tem compaixão das ovelhas sem pastor... Então Jesus chamou os seus discípulos e deu-lhes as recomendações para a missão (cfr. Mt 9,36-10,1).

Toda a Igreja é ministerial, tanto o crescimento da vida interna como no anúncio do mistério do Cristo aos não evangelizados. Mas o primeiro testemunho de vida cabe aos seus dirigentes (cfr. 1 Tm. 3,1ss; Ef. 4,12-13; Cr. 12,12-13).

Ensinamentos da Igreja:

A Igreja Particular tem o dever de zelar de modo igual e justo por todos os seus filhos, dando testemunho, no seu modo de agir, do ministério de comunhão e salvação de que é portadora (L.G. n. 21).

A Igreja foi fundada e organizada como sociedade (L.G. n. 8) e provida "de meios aptos de união visível e social (L.G. n. 9). Sua visibilidade brota da fonte primordial de comunhão com a Trindade e se explica na partilha de dons e no testemunho dos serviços gratuitos.

Atividades:

01. Inserção das seis Dimensões no planejamento pastoral das paróquias;

02. Visitas pastorais: Arcebispo e vigários episcopais;

03. Reuniões com o Arcebispo, vigários episcopais e forâneos;

04. Assembléias nas foranias e vicariatos em 2002 e na Arquidiocese em 2003.

PRIORIDADE 04

Plano de Manutenção

Objetivo:

Elaborar um plano de manutenção da diocese, a começar pelos padres e diáconos, que seja a expressão da partilha e exercício de uma remuneração "pro labore" eqüitativa e justa para cada um, independentemente do lugar onde exercem seus ministérios e que lhes garanta dignidade, autonomia, saúde e segurança por toda a vida.

Justificativa:

Os padres e diáconos, conscientes de exercerem o ministério que lhes foi confiado pela Igreja por toda a vida para o anúncio do Evangelho e para o pastoreio completo do povo de Deus, devem ter condições de poder exercê-lo com disponibilidade e com desapego dos bens materiais, como é próprio de sua vocação sacerdotal. Por outro lado, cabe às comunidades tudo fazer para cuidar da manutenção de todos os pastores, tratando-os como verdadeiros "pais na fé"e guias no caminho da salvação.

A habitual disparidade econômica entre as paróquias sugere e obriga a busca de um caminho que permita a constituição de um FUNDO compensatório para garantir a manutenção daqueles que são enviados às paróquias mais pobres.

Fundamentação:

À luz da Palavra de Deus.
Os membros da tribo de Levi, quando o povo de Deus repartiu a terra prometida, não receberam sua parte, "porque a parte deles era serem sacerdotes de Javé" (Js. 18,7).

Paulo aos Coríntios diz: "O Senhor ordenou que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho" (1 Cor. 9,14). E ainda, "quando existe a boa vontade, ela é aceita segundo o que tem, e não segundo p que não tem. Não se trata de vos colocar em uma situação aflitiva para aliviar os outros; o que se deseja é que haja igualdade"(2 Cor. 8, 12-13).

Ensinamentos da Igreja:

A Igreja pede aos Presbíteros que tenham "a consciência de pertencer a um presbitério, a qual os impulsionará no empenho de favorecer seja uma distribuição mais eqüitativa dos bens enter os irmãos no sacerdócio, seja mesmo uma certa comunhão de bens" (Pastores Dabo Vobis n. 30).

O Concílio Vaticano II determina que os Presbíteros vivam o espírito de abnegação quanto aos bens materiais. E quanto ao poder, honras e proveitos pessoais vivam o espírito de renúncia (confr. OT. 1302; PO. 1188.1198-99).

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